Das Veras Cruéis

Salvator Rosa ( 1615-1673 ) - L'Umana Fragilità

Salvator Rosa ( 1615-1673 ) - L'Umana Fragilità

No mundo ser nenhum existe além
Do morno frívolo ato bem comum
Que faça a vida, então, valer n’algum
Meandro d’este andejo até que alguém

Invoque o mui temível fel de exício
Que vem sem dó sorver fluido d’alma
E dá um riso p’ra atonia e encauma
Que mui pertence a nós e qual suplício

Poria o eterno às espurcas mãos,
Infames muito imersas n’estes vãos
De só latrina feita de erros hórridos,

Por isso somos sim maçantes tais,
Levando tudo em modos bem normais,
Fingindo haver no peito anelo tórrido.

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Altum LyraOanna SeltenComentário