Omnexistentium Ehrithyum

Ehrithyum é um omnexistentium (do latim omni+existentium: todo existente; engloba mais do que unus+versus {Universo}, pois reconhece o viver do todo existente), um lugar bem semelhante ao universo qual vivemos, com planetas muito semelhantes a Terra, no entanto, diferem-se em muitos aspectos e o principal deles é que tudo em Ehrithyum foi criado por mim. Lá está tudo, todas as histórias, toda a Filosofia, toda a fantasia, toda Poesia e toda a realidade apreendida a partir do profundo olhar-e-ver único que só é possível em minha essência.

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Embora seja Ehrithyum um lugar em que estou, em que vivo, em que pertenço; quase completamente fechado à visitantes; ele está fundamentado na realidade qual nós, humanos, compartilhamos em comum. Sem ela, não poderia haver Ehrithyum, pois, eu não haveria. Esta é a razão pela qual muito de meus escritos são direcionados aos meus semelhantes terrestres, pois que estou na Terra em corpo, mas estou em Ehrithyum em essência, espírito e ser. 

Tudo o que escrevo está em Ehrithyum, no entanto, por ser algumas destas obras direcionadas aos meus semelhantes que vivem neste planeta Terra tal como eu vivo, separei-as da história de Omnexistentium Ehrithyum para que não haja pré-julgamentos acerca de ser, principalmente a minha Filosofia e minha Linguagem e Simbologia, um romance de história fantástica. Nem Ílus, nem a Simbologia, nem A Filosofia da Consciência Absoluta e muito menos Ehrithyum são utopias; como já discorri, Ehrithyum é o lugar qual estou em ser, espírito e essência; quando estou sozinha, direciono-me a Ehrithyum, isso significa que abandono as coisas mundanas e, então, vivencio a realidade Ehrithyum, isto é, pratico a ontologia Emnehvss Innom, desenvolvo novas palavras Ílus para emoções-intuições que sinto, deixo-me entrar no estado de conforto que somente eu posso compreender, pois se trata de meu ser, subjetivo e único.

Estou dizendo que a minha Filosofia, o exercício puro de meu pensar, não é Ciência e não ser Ciência não faz dela uma fantasia utópica. O mesmo se dá para Ílus, Simbologia, e Ehrithyum. Heidegger, em Cartas sobre o Humanismo (página 10 e 11), diz: "O não ser ciência é considerado uma deficiência que é identificada como a falta de cientificidade" e acrescenta que, na verdade, o exercício do pensar é direcionado ao Ser e não à mecânica técnico-teórica de conceitos cheios de exatidão superficial. O elemento do pensar é o Ser, diz Heidegger, e há muito este elemento está desvinculado ao pensar. Menciono Heidegger, pois vejo sentido em suas palavras; mas ele não é o único que afirma ser crucial o abandono das técnicas cientificistas como meios únicos de alcançar a "verdade" sobre a humanidade, o mundo, o existir. A "verdade" está no Ser, o direcionar-se ao Ser é o único meio de alcançar a totalidade existencial; antes que os humanos vinculados à Ciência desprezem a subjetividade, eles são, em si mesmos, puras subjetividades.

Neste ponto, aos que sabem de meu ateísmo, podem considerar-me incoerente pela crítica pujante que direciono à metafísica, principalmente à cristã. O problema cristão é a disseminação descontrolada de sua crença junto a uma imensa desconsideração à subjetividade individual humana. A Filosofia bíblica parece atingir a humanidade de modo a cegá-los ao Ser, tal como a Ciência o faz. Eis meu ponto crítico: tudo aquilo que afasta o direcionar-se puro ao Ser, é-me considerado involução, perda de tempo, atraso, regressão e obstáculo. Em minha percepção, partindo de análises à subjetividade humana, chego a conclusão que a verdadeira crença em Deus se resguarda no silêncio da subjetividade, este circo cristão (isso inclui o criacionismo e os criacionistas) comumente ativo é-me somente entretenimento ignorante, nada tem a ver com o verídico crer em Deus (que é subjetivo, sempre será subjetivo, a menos, claro, que Deus venha em carne e osso, pisando no solo do mundo, mostrando-se como é de fato, a todos e a todas).

Muitos podem ver minhas criações como ficção fantástica, também, pelo teor simbólico (Considere a leitura de Simbologia e A Linguagem Transcendente Ílus); ou podem considerar todo este universo Ehrithyum como um tipo de religião, uma muleta metafísica. Por isso elucido aqui que todas as minhas criações simbólicas existem porque sou uma assídua estudiosa da psicologia humana e, claro, de minha própria psique; em ambas eu encontro a simbologia de Ser - sonhos existem por simbologia, reconhecemos o mundo pela simbologia, existe uma necessidade de símbolos para que a humanidade crie história, caso contrário, não haveriam tantos em incontáveis culturas divergentes. Os símbolos que crio e a Linguagem que crio partem desta simbólica realidade que encontro em meu próprio cerne no exercício do autoconhecimento. Nada tem a ver com religião, nada tem a ver com espiritualidade. Está vinculado à Consciência, à Intuição e principalmente a ŋarhe e ŋahr (Considere a Leitura de Gênesis: O Conceito de Afferh e Onyăm para entender os termos mencionados)

Para mais clareza em relação à minha crítica à metafísica e ao cientificismo, bem como à minha compreensão sobre o "ser" qual menciono ser crucial direcionar-se a, considere a leitura dos textos de Monólogos Conscientes na Hermenêutica da Solidão e do livro A Filosofia da Consciência Absoluta.

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