{ III } A linguagem transcendente Ílus – o meio à consciência absoluta.

Antes de tudo, recomendo que te debruces à introdução e às duas primeiras partes de Innom Emnehviss para melhor compreensão da totalidade d'esta ontologia. Abaixo estão os links para as respectivas publicações. Caso já as tenha lido, prossiga.

 
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O Conceito “ILLNMTTRH” e O Prelúdio Explicativo de Emnehviss Innom

Illnmtthr é a palavra que nos ascende à compreensão deste processo da obscuridade psíquica que impede o primeiro passo da consciência absoluta, o primeiro passo é voltar-se a si mesmo, ver-se, perscrutar-se, questionar-se e buscar sua "essência universal”...

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GÊNESIS: O CONCEITO DE “AFFERH” E “ONYĂM”

No assíduo por-em-questão que pratiquei sobre minha existência no prelúdio em que assimilei tal exercício como epoché fenomenológica, experienciei o egresso de minhas crenças, valores e percepções e alcancei o núcleo significativo da universalidade de minha cons...

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Na descrição da Gênesis de tudo o que há e veio-a-ser, deparo-me com a ŋarhe humana que é, senão, a mais idêntica a Onyăm e a mais transcendente – que tenhamos ciência sobre – que veio-a-ser a partir de Onyăm: γhr. Antes, contudo, de adentrarmos o mundo excelso da essência de “ser” do ser humano, quero vos alicerçar em Ílus, a linguagem transcendente imprescindível para a consciência absoluta.

Ílus veio-a-ser pela necessidade de descrever e compreender o que intuitivamente – e através de Illnmttrh – meu ser alcançava. A escrita tem o poder de elucidar-nos a realidade e, assim, compreendê-la mais precisamente. Não havendo, pois, palavras que descreviam com exatidão o que eu vislumbrava intuitivamente a partir do debruçar-me à Illnmttrh, estava demasiado árduo entender o significado deste vislumbrar, n’uma penumbra infinda e de cansativo desanuviar.

Ílus não está pronta, é uma linguagem em construção, deste modo esclarecerei alguns pontos já definidos, embora ainda mutáveis, no que se refere à construção linguística do idioma transcendente. Em primeira instância afirmo que Ílus é feita de palavras significativas de níveis transcendentes, estas palavras são não traduzíveis e não são classificadas como adjetivos, substantivos etc. As palavras de Ílus são como conceitos de uma filosofia, embora possam ser pronunciadas e escritas n’um texto corrido. Esta é a ŋarhe de Ílus: As palavras transcendentes e universais.

As palavras Ílus, até então, estão definidas como palavras que serão acrescentadas aos idiomas existentes – palavras universais; por não serem traduzíveis, carregam consigo um excerto explicativo que serve tão somente para esclarecer a palavra e, também, para suscitar intuitivamente o significado da mesma n’aqueles que estiverem vivenciando a plenitude de Illnmttrh. A linguagem Ílus é intuitiva. Existe um preconceito, derivado da noção de que o método cartesiano é, senão o único, o mais eficaz para o explanar verossímil das coisas que existem e são mensuráveis. A ciência se baseia nisso e faz-se como a verdade mais admissível ao homem racional e lógico; mas, o ser humano não se fez, e nunca se fizera, de plena racionalidade. O universo em si não é constituído de racionalidade; existe o plano intuitivo tanto quanto existe o plano emotivo e sentimental – todos descartados pela ciência. A linguagem Ílus está no plano racional tanto quanto no plano intuitivo e emocional – subjetivo e objetivo igualmente.

A ciência é precisa, sua importância é crucial; ela está onde deve estar. A linguagem Ílus é transcendente, intuitiva, emocional e racional; para quem busca a consciência absoluta, a ciência não será de grande valia, é preciso ultrapassá-la, encontrar-se na filosofia, mas não somente; ir além da própria filosofia e encontrar no plano subjetivo a vivência pura do significado de tudo o que há e veio-a-ser. Deste modo é que afirmo: Ílus é uma linguagem subjetiva. Não da minha ou da sua subjetividade, mas da subjetividade que se prostra à Illnmtthr e vivencia a totalidade universal de γhr.

O objetivo da linguagem Ílus é proporcionar a autêntica compreensão das vivências emocionais e intuitivas através da racionalidade e da lógica de um conjunto de signos ordenados e vinculados a um todo significativo, eis o porquê dos excertos. As palavras são sentidas e significam o sentido – emocional intuitivo –, no entanto vieram-a-ser para criar a ponte entre o emocional intuitivo transcendente vivenciado em Illnmtthr com a racionalidade descritiva, experiencial, tangível e objetiva que é, pois, a mais rara essência de ser humano.

Atrelando o todo significativo de γhr, crio palavras para a linguagem Ílus a partir de pesquisas acentuadas sobre os idiomas já existentes, além, obviamente, da vivência autêntica de criação de palavras que acontece no seguinte processo: Apreender intuitivamente algo que se manifesta no vivenciar pleno de Illnmtthr; sentir o apreendido subjetivamente pelos cinco sentidos; buscar a união de signos (letras) que possam, juntas, trazer à tona o significado preciso do que foi anteriormente sentido; criar a palavra e pronunciá-la, caso, na pronúncia, o sentimento de esclarecimento se propague pelo ser, como se a compreensão intuição fosse agora mais clara e precisa, uma palavra Ílus foi criada.

Não há regras para a criação de palavras, mas Ílus possui em si mesma uma expressão representativa da magnitude de tudo o que há e veio-a-ser; ela é sutil – pronúncia suave e intensa, levemente cantada quando proferida; muito parecida com idiomas como o dinamarquês e o francês, embora tenha suas peculiaridades próprias. A questão da expressão levou à introdução do alfabeto grego para dar à Ílus o encanto poético de sua composição.

O alfabeto Ílus de classe ŋarhe pode ser apreendido, até o momento, da seguinte maneira: | A | α | C | D | δ | E | ε | F | γ | H | I | η | L | λ | M | N | O | Ω | Q | R | S | T | U | V  | Y | οι | τζ | – o afastamento das letras B, G, K, P, X, W, Z ocorreu, pois que estas não davam à Ílus a sonoridade suave que caracteriza a ŋarhe de Ílus, no entanto, o alfabeto Ílus de classe ŋahr é composto por letras que ocupam o lugar do K, B, P e Z. Ao lado (para Desktop e Tablet) ou no final d'este texto (para Smartphone) está a tabela com o alfabeto Ílus completo.

 
 

Cinquenta letras no total: doze letras gregas, dezesseis romanas e vinte e duas Ílus.

Há poucas regras para a pronúncia das palavras, por isso no dicionário Ílus, todas os termos seguem-se com suas devidas pronúncias. Em exemplo, temos o “hr” que, quando ao final da palavra, sempre soara como “árr” – a fremir a língua perto da úvula como o “r” em francês. O “h” é constantemente usado em Ílus, ele dá tonalidade intensa à letra qual está vinculado – que vem antes dele – única exceção é o “hr” em que o “h” tonaliza o “r”. Visualizando os seguintes termos “afferh” e “liahs” – a primeira palavra poderia ser grafada como “affehr” e, nesse caso, sua pronúncia seria “afe-árr” e não “aférr” tal como é com a grafia “afferh”; a segunda palavra se pronuncia “liás” como se houvesse acento agudo no “a”, este é o papel do “h” em “liahs”, a tonalidade e, claro, a beleza. Considere a palavra “Rheham” e sua pronúncia “érr-êam” que se dá pela mesma regra: “Rh” de pronuncia “érr” como em “afferh” e o “h” acentuando a tonalidade de “e” – como se houvessem duas sílabas de máxima tonalidade na palavra “rh” e “eh”.

Há três níveis de transcendência lexical para as palavras: Nível Elementar, Nível Intermédio e Nível Postremo. Os níveis são de acordo com a complexidade de seus excertos explicativos e, consequentemente de seus significados plenos, exemplo:

P Ivmnum (ivinum ‘p. i.*): Energia de haver no corpóreo factual humano e que, na finitude, concretiza seu ser temporal, transfazendo-se assim em energia exterior intáctil, pondo em questão a temporalidade em si.

K Ωhnum (ónum ‘i.p.): Vivenciar οιnnom e τζehann no estar afferh cuja atemporalidade proporciona absoluto vislumbrar e pleno compreender diante do tudo que veio-a-ser; desta experiência o silêncio transcendente proporciona os raros sentires – os æφahs

O termo “Ivmnum” é de Nível Elementar na Transcendência Lexical (representado pela letra ṗṳhrh P do alfabeto Ílus, pronunciada como um sopro rápido e suave seguido ao som de árr), isso, pois, esta palavra explica-se a si mesma sem a necessidade de conhecer, previamente, outros termos em Ílus. Por sua vez o termo “Ωhnum” traz em si um significado extenso associado a termos abstrusos como τζehann e æφahs. Para compreender Ωhnum é preciso já uma prévia compreensão dos termos que estão, à palavra, vinculados. Os termos mais complexos são representados pela letra hąęss K do alfabeto Ìlus (pronuncia como um sopro aberto, com os lábios semiabertos, de modo rápido e intenso sutilmente como um “k”, tendo a língua impedindo o sopro no segundo antes de permiti-lo).

Caracteres especiais œ, æ, ø possuem pronúncias especiais, por exemplo “æφahs” cuja pronúncia é “ãἕfáss” – os sinais oxia e dasia no épsilon são diacríticos que indicam que o som da letra é suave, quase imperceptível «usado apenas para indicar o som da pronúncia». Deve-se tomar cuidado para não confundir o “æ” com o “ae” que tem a pronúncia aberta das duas vogais. Sobre os sinais diacríticos usado nas palavras em Ílus, temos o anel {˚}, ogonek {˛}, braquia {˘}, caron (ˇ) e mácron {ˉ}; segue um exemplo de uso: o anel indica “ú” para “åe” como em “vtåelse” cuja pronúncia é “vitúlsἕ”.

Todos estes detalhes, entre muitos outros, vieram-a-ser no plano subjetivo e intuitivo; a linguagem Ílus é a ferramenta que auxilia os humanos na busca da consciência absoluta, ela facilita a compreensão da existência enquanto vir-a-ser e, como já dissertei, bem como a palavra οιnnom já evidenciou: Manter ao alcance psíquico e emocional a compreensão plena e límpida de tudo o que há e veio-a-ser – isso é estar absolutamente consciente.