Estertor

Deserto-me d’este mundo
Dos rostos n’estas águas rasas
E das álgidas agonias vastas
Do vazio qu’emerge profundo;

Nem os versos mais insanos
Alcançam os algares infindos
Dest’ermo ser que está no imo
Do cárcere de meu corpo humano;

Desvaneço-me por astenia e absorvo
Esta vida como uma bebida fétida
Deixada na taça de cristal, intrépida,
Por um estranho, há anos, morto.