Labirinto

Se ensinar-te eu pudesse
A arte do isolamento
E o verossímil silêncio
Que nunca tiveste,

Tirar-me-ias a glória tenra
Do teu envolvimento
Ao ser tão autêntico
De minha essência erma?

És como arte em tinta-óleo
Que, pelos olhos, devoro
Esperando veemência;

Contudo, como se simulação,
Desfaz-se a tua composição
Evidenciando pálida decadência.