Puro E Vestal

Obra destinada a maiores de dezoito anos. Este alerta visa o bem-estar dos leitores, para que não se deparem com conteúdos delicados sem aviso prévio.

 Foto de  Hanna Postova  em  Unsplash

Deito-me de quatro,
Digo: “Me tenhas,
Pois que almejo
Teu sêmen dentro,
No ventre sublime,
Lar que penetras
Com teu falo rijo”;
Sentes-me o desejo,
Puro e vestal,
Qual és único digno
De possuir. 

Beijas-me os lábios
Enquanto suas;
A fenda te alcança
E encaixa-se excelsa
No semitúrgido membro
D’um pós ejacular;
Digo, tão logo:
“Se assim tens
Tão facilmente
Tod’a minha carne
Em chama e perfeição,
É, pois, que sabes
Reconhecer a santidade
De meu uno Ser”

Após o reconhecimento
Sabes que bem deves
Ajoelhar e reverenciar
Adorar e louvar
Tod’a minha existência,
Pois só transpõe este orifício
Piscante sob teus olhos,
Feito de lume deidade,
Aquele digno de mim
Aquele que revive diante
A morte de seus orgasmos.

~
Leia também: