{ I } O conceito “Illnmttrh” e o prelúdio explicativo de Emnehvss Innom

As análises e pensamentos expostos na Filosofia Da Consciência Absoluta – a qual denominei Emnehvss Innom, estão fundamentadas em um único princípio: A acurada autoinvestigação assente sobre a epoché fenomenológica. Voltar-se a si mesmo com o intuito de apreender-se enquanto fenômeno puro, isto é, intocado pelo juízo de valor e pela ética social – pensando o juízo de valor como uma avaliação subjetiva baseada em limitadas informações (pré-conceitos, achismos e projeções) acerca do objeto e/ou fenômeno avaliado (distorcendo-o, portanto, impedindo-o de mostrar-se como é sem interferência alguma); e a ética social como um conjunto de juízos de valores co-originados e compartilhados pela aceitação comum da intersubjetividade (a sociedade, os seres que co-existem) – eis aí a epoché fenomenológica.

O uso do termo epoché não assume um papel crucial em Emnehvss Innom, contudo, sua menção é vital, dado que foi a partir do exercício de sua significação que me iniciei na compreensão da ontologia em foco. Husserl, filósofo e matemático, evidenciou a incalculável valia de pôr o ‘eu’ em questão a fim de encontrar um fenômeno puro; partindo desta premissa, Husserl afirma: “Quem quiser seriamente tornar-se filósofo deve, uma vez na vida, retirar-se para dentro de si mesmo e em si tentar o derrube de todas as ciências existentes e a sua reconstrução”. Eis o que fiz, o derrube e a reconstrução.

Pelo fascínio fincado em meu ser diante do estudo da fenomenologia de Husserl e Heidegger, tornou-se inevitável o voltar-se a mim mesma com profunda analítica alicerçada na epoché. Este “voltar-se a” requereu o questionamento acentuado sobre minha constituição enquanto ser humano – experienciei o egresso de minhas crenças, valores e percepções para, então, encontrar o núcleo essencial – o qual discorrerei a partir de agora.

Não é minha intenção realizar uma “explicação exata” sobre conceitos fenomenológico e existenciais, tampouco é-me interessante trazer as ideias de Husserl e Heidegger à tona para esclarecer as minhas; “epoché” fora o único conceito imprescindível, dado seu caráter substancial para o início do vir-a-ser da Consciência Absoluta, acima dele, na transcendência advinda do núcleo essencial qual fui de encontro, alcancei o termo Illnmtthr (pronuncia: ilnãmtt-arr) e, este sim, será continuamente citado dentro da Filosofia Da Consciência Absoluta.

Considere o seguinte excerto explicativo: Os cursos mentais obscuros à consciência são tênues e avassalantes; enraizados em juízos de valor (inter)subjetivos fincados no prelúdio do vir-a-ser, são distorções que ilusionam ordem, entendimento e sentido. Tais cursos obstam o essencial – o fenômeno puro – de tornar-se manifesto e, consequentemente, inibem sua autotranscedência. O fenômeno puro é a universalidade de γhr. Deserte-se de tais cursos colocando-os em questão para ressignificá-los a partir do questionamento, assim vivencia-se a transcendência e ascende-se à consciência absoluta que só é possível no límpido apreender contínuo do fenômeno puro.

Todo o processo, da raiz ao curso mental e do curso mental ao juízo de valor, é construído pela co-existência, ou seja, todos os seres são responsáveis pelo juízo de valor, seja este comum a todos n’uma sociedade, seja este subjetivo de um único indivíduo. Pois que um ser humano não se “faz” na absoluta solidão.

Illnmtthr é a palavra que nos ascende à compreensão deste processo da obscuridade psíquica que impede o primeiro passo da consciência absoluta, o primeiro passo é voltar-se a si mesmo, ver-se, perscrutar-se, questionar-se e buscar sua "essência universal”. Ter consciência dos cursos mentais enraizados – bem como de suas raízes – e colocá-los em questão para, assim, permitir espaço para o manifestar do fenômeno puro e essencial humano, a universalidade γhr – isso é transcender, isso é o significado de Illnmtthr. Difere-se da epoché, pois, como é possível notar, não se trata somente da suspensão de juízos para o fenômeno puro vir de encontro à consciência; trata-se de um processo que menciona os cursos mentais, as raízes destes cursos, a abertura precisa para dominá-los, o vislumbrar da universalidade, o vivenciar pleno da transcendência e o experienciar primeiro da consciência absoluta.

Debrucemo-nos sobre os cursos mentais: hábitos mentais que direcionam as ações humanas subjetivas de acordo com as raízes quais estão anexos. Exemplificando, aprendemos um “caminho” para a compreensão do que existe em nós e no mundo; é preciso um “percurso” até aprendermos a andar, falar, compreender o significado das palavras, compreender nossos sentimentos através delas, etc. Estes percursos, dados no prelúdio do vir-a-ser, são as primeiras raízes que nossa mente cria para guiar-nos na vida. Se aprendemos, na infância, que homem não chora (percurso de compreensão entre o sentimento, o gênero e a expectativa social), na vida adulta, se não questionada tal raiz, repetiremos o mesmo percurso (reprimindo-nos do choro, caso sejamos homens; e perpassando o ensinamento enraizado, isto é, “homem não chora”).

Viver é criar estes “caminhos” mentais, viver é imergir-se, muitas vezes, nestes cursos automáticos da mente e, na ausência do por-em-questão que se encontra explicitado em Illnmtthr, não realizamos a universalidade de γhr – nossa ŋarhe símil-coexistente, muito menos a plenitude ŋahr (conceitos que serão apresentados em breve). O termo Illnmtthr é sobre o ato de questionar os cursos mentais, colocá-los em questão para transcender a eles a partir do encontro vívido com o fenômeno puro que se manifesta no por-em-questão dos cursos mentais. É sobre a compreensão plena e límpida da universalidade γhr, isto é, a universalidade do “ser” do ser humano que é uma das “coisas” que vieram-a-ser neste “todo” significativo que é, em partes, mensurável pela tecnologia atual.

Somente assim aproximamo-nos da consciência absoluta, pois a consciência absoluta é a conquista do significado de Innom cujo excerto explicativo é: Habilidade de manter ao alcance psíquico e emocional, ininterruptamente, a compreensão plena e límpida de tudo o que há e veio-a-ser. Vivenciar Illnmtthr é o elementar passo para consumir a veemência dos significados dos termos que aqui possa vos soar estranhos e incomuns, pois que foi nesta condição Illnmtthr que a Filosofia da Consciência Absoluta veio ao meu encontro.

Emnehvss Innom não foi “criada” por mim, efetivamente ela está sendo descrita por mim; contudo ela “existe” por si só e todos podem alcançá-la no praticar de Illnmtthr. O que faço é trazer sua grandeza às palavras que são dignas de significá-la, eis a razão pela qual desenvolvi uma linguagem ímpar para tal finalidade, a linguagem Ílus. Somente uma linguagem transcendente pode acomodar a magnificência de tudo o que há e veio-a-ser, magnificência esta que quaisquer humanos podem defrontar através do exercício instruído em Illnmtthr.

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