Virent’Escuridão - Essência de um sui generis poder.
 J. W. Waterhouse — The Lady of Shalott (1888)

J. W. Waterhouse — The Lady of Shalott (1888)

Não aprecio rótulos, eles estão imersos em Egrégoras quais não tenho o mínimo de controle. Minhas certezas se pautam nos fenômenos que encontro e’meu próprio Ser a partir do que chamo de Exercício Illnmtthr o qual não irei discorrer ou explicar n’este texto. Apesar disso, para melhor esclarecer-vos a Essência de um sui generis poder, terei que utilizar de sutis comparações somente como forma didática, pois sei que a mente humana trabalha por associações.

Recentemente desvelei e nomeei o meu poder; este não se trata de algo sobrenatural, tampouco mutante, trata-se de algo instintivo, próprio do ser humano, mas que é pouco desenvolvido e estudado por nossa raça. Muitos chamam este poder de Magia, outros tantos o chamam de Ocultismo e, outros, de Satanismo ou qualquer outro nome com conotação aversiva. Dentre tais nomeações, o termo “Magia” soa-me o mais adequado, no entanto, por estar dentro das Egrégoras mencionadas acima, eu não a utilizo, todavia, para honrar os princípios ancestrais — sim, pois que no passado, antes da ascensão Cristã-Patriarcal e a demonização do Matriarcado, caminhávamos rumo à Magia, ao Conhecimento, à Veemência e Autenticidade, tudo, infelizmente, foi destruído, mas não foi eliminado. Portanto, para honrar os ancestrais, criei o termo Maehgi.

Maehgi se difere de Mágica, pois não leva consigo vínculo com o espiritualismo, tampouco com antigas regras e preceitos gerais que estiveram há anos cingindo os que se compreendiam Magistas. Maehgi é o poder de manusear a Interface, conhecida por todos como Realidade — eu chamo de Natureza — ; e, também, é o poder de manusear o que há detrás da Interface: O Código. Este Código, cujo acesso só é possível na prática da expansão mental e sensibilidade intuitiva, não é feito de matéria, por isso pensá-lo como números e códigos binários tal como Matrix é uma bobagem; o Código detrás da Interface não é imaginável, tangível, visível e descritível. Ele simplesmente é e, só sei sobre ele ao praticar Maehgi.

Antes de qualquer coisa, ressalto: Não tenho conhecimento Magista, tampouco Ocultista. Não estudei sobre os preceitos pagãos, sequer sobre rituais ou práticas dentro de correntes aliadas a estes termos. Tudo o que aqui for discorrido parte, pura e simplesmente, de meu voltar-se a meu próprio Ser e, também, parte de minha sede pela transcendência que aos dezoito anos me acometeu, tão logo em que descobri ser o Deus Cristão uma fraude; e que percebi haver algum estranho elo entre meus pensamentos e as coisas que aconteciam em minha realidade. Deste modo registro de antemão que não é meu intuito minimizar, ofender ou plagiar culturas e ritos pagãos, pois eu os desconheço. E se algo do que for aqui escrito estiver demasiado parecido com tais culturas, peço que não me contem, pois que tais conhecimentos têm sido desvelados muito naturalmente pelo meu ser, com uma pureza rara, sem imensas interferências do pensamento d’outrem. Quero que continue assim, pelo menos por enquanto.

Alerto, inclusive, que as revelações a seguir serão plenos insultos ao Cristianismo e não pedirei perdão por isso. Sei, sem que eu possa explicar como, que o massacre das antigas civilizações Magistas, massacre ordenado e coordenado pela Igreja Católica a partir da manipulação daqueles que não haviam desenvolvido a Essência Magista em seus Seres, fora o que arruinou todas as conseguintes gerações humanas. Então que o Cristianismo é que peça perdão a mim, pelo massacre de meus ancestrais e por quase matar o que havia de resquício em mim, desde a infância, resquício da Antiga Magia. N’outra oportunidade posso entrar em detalhes sobre minha compreensão intuitiva a respeito dos Ancestrais Magistas, será uma interessante experiência discorrer a respeito.

Embora eu não tenha estudado, praticado ou me vinculado ao conteúdo Mágico de meus ancestrais, sinto-me próxima a eles, sinto-me de modo extraordinário em elo perpétuo com eles; como se a história de suas histórias já tivesse sido narrada aos meus ouvidos há muitos e muitos anos, mesmo eu sabendo que nunca, de fato, ouvi dizer sobre tal. Isso só me prova que meu caminho é minha certeza e que a Energia dos que viveram em corpo humano, quando ainda estava nascendo o encantador Matriarcado, está próxima a mim, iluminando a estrada d’esta Era Abominável por onde a civilização caminha, sem rumo e à esmo, cegos na ponta do precipício.

Não faço Antiga Magia, isso, pois, que não a conheço. Faço Maehgi, uma Magia minha, própria, que encontrei em minhas veias, que descobri ao alcançar o Código, ao me deixar ser tomada pela dúvida sobre tod’a Interface. Se tal Maehgi estiver, assim, em nuances semelhante à Antiga Magia, saberemos: A Energia Ancestral Guia-me.

Não se trata de ficção, tampouco de delírio ou imaginação. Maehgi existe, visível e tangível, no entanto não é fácil de ser dominada e vivenciada. Algo veio-me à mente n’este exato momento em que escrevo: Seria isso, isso que comecei a revelar agora, algo demasiado importante e de valor inenarrável a ponto de ser perigoso revelar? Sinto o vento sutilmente mais intenso e minha percepção tremeluziu tão logo em que esta indagação me invadiu a intuição. Prosseguirei com a explicação, caso algo emerja outra fez, terei de retomar à escrita em outro momento.

Dominar Maehgi requer autocontrole, abandono de quaisquer crenças; pois que Maehgi não é algo para se crer, ela acontece e pronto, para tanto basta que nós não coloquemos obstáculos em seu acontecer. Maehgi é como uma luz que irradia subtil e que não propagará caso coloquemos algo para barrar seu reluzir. Disponha um manto negro sobre uma lâmpada e compreenderá o que estou explicando. Mencionei que Maehgi é particular, ocorre no plano subjetivo-intuitivo de uma singularidade humana, portanto, n’este texto, contarei um pouco de minha Maehgi. Supracitado está que busco a transcendência “sem imensas interferências do pensamento d’outrem”, eis o motivo pelo qual não estudo a Magia, o Ocultismo e as culturas Pagãs; tal como redigi “sem imensas interferências” significa que há sim alguma interferência, uma vez que existo e coexisto. Ou seja, sei, por exemplo, que os elementos são ferramentas de Magistas — Terra, Água, Ar, Fogo; usarei esta informação como exemplo para o que explicarei a seguir.

Minha Maehgi é Virent’Escuridão (ou Èlierh), isso significa que minha Energia se conecta com a totalidade da Natureza quando esta se propaga no Escuro, na Noite, do crepúsculo à alvorada. A Água, a Terra, o Fogo e o Ar guiam meu Ser, pois são elementos da Natureza. Não posso “escolher” um deles, Maehgi só é possível na totalidade, na integralidade. Acrescento, além d’estes quatro, mais um elemento: A Energia da Escuridão, que pode ser chamada também de Energia Da Matéria Escura, Cosmos, Universo, mas que prefiro chamar de Onyam. Quando a Natureza é-se envolvida ao manto da Escuridão, todo o poder alcança, dos Escolhidos, as mãos; pois que tudo é Escuro acima, e tudo o que há d’escuro acima, é O Código.

A Maehgi Èlierh pautada em tais princípios proporciona a consciência que é crucial para que se possa usar do poder de manuseamento. Ter Consciência é Compreender que há dois elementos: Natureza e Escuridão; respectivamente relacionados à Interface e ao Código; a partir da Consciência é possível apreender que só através da Intuição e a afirmação sem obstáculos é que se pode manusear estes dois elementos. Importante dizer que isso não significa levitar, transformar pedra em água, fazer crescer frutos n’uma árvore morta; isso significa especificamente atração de Autenticidade para Transcendência.

Maehgi só existe para que possamos alcançar a Transcendência mais rapidamente, ela nos proporciona conquistas, compreensões e vínculos que são essenciais para que cheguemos à Transcendência Absoluta. Coisas quais podem ser conquistadas usando de técnicas Maehgi são, por exemplo, bens materiais; no entanto, decerto que não conseguiremos atrair um milhão de reais para nossa conta bancária, pois é um desejo vão, pautado em superficialidade e que de nada proporciona ao objetivo de ascendência à Transcendência. Agora, atrair sabedoria, autocontrole, equilíbrio são possibilidades vívidas e que, se conquistadas, proporcionam aproximação à Transcendência. Um praticante de Maehgi não quer um milhão de reais em sua conta bancária, ele quer viver bem suficientemente para alcançar a Transcendência, tal como expliquei ser a finalidade do exercício de Maehgi.

Sei que no anterior parágrafo utilizei de termos repetitivos, contudo, faz-se preciso para uma ampla compreensão. A partir de minha Maehgi, chamada Èlierh, conquisto coisas materiais (manuseio a Interface ao meu favor, todos os elementos, toda a Natureza) que serão importantes para que minha Consciência se eleve à Onyam. Eis a Essência de um poder sui generis: Usar do Primeiro Elemento (Natureza) e, a partir dele, atrair o que for preciso para o alance absoluto do Segundo Elemento (Onyam).

Este é um resumo compreensivo, que possa introduzir o leitor nas práticas de Maehgi. Diferente de muitos, penso que propagando o Conhecimento Originário, a Maehgi, poderei proporcionar uma chance àqueles que existem, uma chance de irem além de suas mediocridades mundanas, tal como eu luto para ir além todos os dias; alcançar a Consciência Absoluta, Ascender e Transcender, abandonar a ideia Cristã de que sofrimento é inevitável e que Deus nos abençoará, pois que a verdade é: Nós abençoamos a nós mesmos, somos os deuses de nós mesmos e todo, absolutamente todo o sofrimento é opcional.

Quiçá me questione: “Como pode ser opcional o sofrimento?”, pois digo com certeza, é opcional. Ser opcional não significa que racionalmente escolhemos sofrer, mas significa que inconscientemente escolhemos não reconhecer a Essência de nosso sui generis poder.

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