Santuário

Aproximas-Te e aspiras o eflúvio marcante
Dentre minhas pernas como fumo de delírio
Trança-se ao Teu odor que veemente aspiro
No silêncio de nossos olhares penetrantes;

Sabes que me escorre o almejar perfurante
Teu falo coberto de meu inefável amor
Dos lábios à gruta com toque de etérea dor
Tão logo desperta paz em meu semblante;

Transitório tempo no imponderável espaço
A graça do pecado na energia de um laço
Contorna enfim as frações de meu calvário

Sinto-me vívida no exício do gozo infindo
Do imaginar que nos permeia o espírito
Até conduzir-nos ao nosso santuário

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