Se há silêncio, leia-me
 Lavery - Maiss Auras (1900)

Lavery - Maiss Auras (1900)

Então, se há silêncio, leia-me
Jamais o faça em caos intrínseco
Ou no árduo rumor extrínseco
Pois que impedem o decifrar-me;

P’ra que possas firme penetrar-me
Do corpo ao tenro espírito
Não sepultes tu o teu fascínio
Crucial para o etéreo ter-me;

Este que só é assim possível
Se trouxeres tu o teu abismo
P’r’ascendência do sentir-me

Que se for em essência legítimo
Deflorará meu lúgubre precipício
Apreendendo o ímpar som de ser-me.

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Texto originalmente publicado em Oecihen

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Oecihen, MediumOanna SeltenComentário