Ao passo que passo pelo rumo do "alcançar"
Um antigo sonho chamado "aflitiva fantasia"
Na voragem, assim, ponto em que se realiza,
Evidencia seu estado, inegável, de "não-estar"

Pois na ledice febril, faz impecável ausência,
O tom grave e fúnebre d'uma música-mágoa
Então toca por todas as amargas lágrimas,
Que esvaíram ao apreender em consciência

A verdade do dedicar-se uno em intensidade,
E do debruçar-se plenamente ao novo mundo,
Sempre a sós, como vulto oculto em densidade,

E o mar que seca suas águas quando, no fundo,
Não encontra o prazer d'uma possível realidade,
Ou, como a Ti, faz-se só e, simplesmente, nulo.

Oanna Selten