Sou

Sou do alvor a tenuidade
E o entardecer de doces cores;
Sou o frescor do inverno tropical,
O dançar das cortinas de linho
Na janela semiaberta;
Sou o silêncio-passarinho
Em algum obscuro horizonte;
Sou a calma e a beleza do indizível,
A planta verde-esmeralda,
O riso infanto-juvenil
Nascido na reminiscência
Etérea;
Sou Fūrin soando sereno
Discorrendo a glória
De toda a natureza intuitiva;
Sou esta água que corre
No eterno rio hialino
Que nasceu d’esta poesia.

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Obra originalmente publicado pela Fazia Poesia.

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