Toma-me (d)os seios

 Roberto Ferri — CANTICO DELLE ANIME, 2011 (olio su tela 70 x 100 cm)

Roberto Ferri — CANTICO DELLE ANIME, 2011 (olio su tela 70 x 100 cm)

Quando Te possuo e’meus braços
Sei que ouço Tu’alma em sussurro
Sei que adentro Teu imo ocluso
E dele extraio Teus e meus laços;

Há inda Teu corpo em lava eterna
Evolando suave bálsamo de amor
E n’os meus seios Tens o uno alvor
Vital p’r’amanhecer n’eras e eras;

Tua boca, então, suga em tenro ritmo
Filho e Pai vislumbro em Teu espírito
Dou-Te alvo licor qu’imagino gotejar

N’este sublime átimo de verso íntimo
Quero eu o ápice de suster Teu imo
P’ra em Gênesis a Ti me vincular

De Tua juventude ao Teu envelhecer
De minh’aurora ao meu anoitecer
Associados n’um corpo atemporal

Do nascer etéreo ao natural fenecer
Tua Mulher de vida frutífera ter
O encanto do Teu reconhecer axial.

~

Poesia Assente de seiva erótica ultrapassa os paradigmas e julgamentos da coexistência p’r’alcançar o Puro Desejo e Desejado; só d’este modo faz-se possível redigir, sem receios, sobre o mais autêntico do Ser Primordial.

~

Texto originalmente publicado em Oecihen

~

Medium, OecihenOanna SeltenComentário