I

Suplícios longínquos em tutano horizonte
Corredores do tudo adornado em precipício
Perenidade d’agonia nos chuvosos cristais
Ei de beber teu haver n’uma taça longilínea
ébria hei de ver-te o reflexo espelhado
Solitudinais lampejos perturbadores sorrirão
Pois que tod’ausência consome sem piedade
E contínua esparge-se insólita pouco ínfima
Das verdades intransigentes vislumbradas
Goles à mais queimam minha garganta
Pois que inexistente é a sede imortal
sorvo meu estar, preciso, pois que sou
E, sendo, todo halo é mísero espúrio.

Oanna SeltenComentário