Fósmeo 1o

Ósculos à liberdade inefável em lúcidez súblime
Tal Poesia ascendente nadífica desta vazia existência
Às inefáveis gotículas vertem, e árvores mortas se calam
Quando os versículos aos esquálidos céus de tristezas
Vêm e contando a respeito de Teu absenteísmo em revérbero
Este que faz amargura e se pesa em misântropo torso
Ora nos frios espíritos sós e noctívagos como o que porto
Raro fumega incontáveis as ganas de nímias questões
Tanto a sorver os sinais do que, etéreo, se é o possível em pânico
Vindo do núcleo do tal coexístico qual se ambienta
Sou inquietude perante o uno justo direito que é a sensátez
Neste alardante em horror exprimido por ela, tacíturna,
Põe, por agora, sem tardo, o dossel fluvial que pertences.

Oanna SeltenComentário