A Veraz Face

Preocupo-me com quem estou me tornando; esta aura já amarga, este sopro de vida circunspecta; na fronte o que há de mais austero e no sorriso uma sombra ríspida d’intenso niilismo que, sei muito bem, nunca me deixou o âmago; ambas prevalecem…

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A esmo

Escrevo… tão somente escrevo. Há muito o que guardo no íntimo de mim, há tanto da existência que incompreendo. Saltam-se as indagações a cada passo que ando, em minha frente elas se manifestam, às vezes como horizontes, outras como muros.

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Oanna SeltenComentário
Indizível

Desd’a’ngústia d’outrora, no pretérito imaculado pela memória, uma fissura veio-a-ser e’meu espírito. Quando na juventude bebi, sem sede, do manancial da solidão; adormeci no leito da verdade cuja essência sutil clamava: Nada. Nada. Nada. Nada…

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Oanna SeltenComentário
Sob O Lusco-Fusco

Vos observo aqui de onde estou, pondero quem sou e o porquê. Se pudéssemos existir na singularidade, juntos, sem a angústia do sofrer. Se pudéssemos respirar este ar que nos cinge, sem o sufoco das impurezas. Sois etéreos, como cristalinas águas de meu…

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Oanna SeltenComentário
25 de Dezembro

‘Que há n’este dia chamado Natal? ‘Que há que não pode haver n’outro dia qualquer? ‘Que há n’estes rostos d’expressa ledice? É como se a figura viesse tocar-lhes a aldrava p’ra lhes oferecer uma benção. Mas quem é a figura? A imagem e semelhança…

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Oanna SeltenComentário
Sine Qua Non

Por vezes a colidir com o meu próprio eu n’estes reflexos anfêmeros; o vazio n’uma eternidade de duas décadas e alguns anos; sint’o fardo da gravidade n’este dorso, e eu o carrego, pois sei o seu valor. Dias estes em que o sol rutila mais que o necessário…

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Oanna SeltenComentário
Deixo

Deixo que o teu sorriso conte à existência que todo este vazio no peito vale a pena. Deixo que tuas mãos abram esta pequena cela que mantém alguns pássaros de minh’alma. Deixo que teus pés corram n’esta estrada excêntrica que construí e deixo que …

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Oanna SeltenComentário