Gênesis

Genesis, por Ron Beller

Genesis, por Ron Beller

  1. E havia, pois, um Deus, e o Verbo era de Deus, mas, tendo o Verbo criado a criação, revelou-se, o Verbo, como único Deus.

  2. E disse o Verbo: Haja luz! e houve luz; e a luz era a Poesia; e viu o Verbo que era boa a Poesia; e as trevas não compreendiam a luz; assim separou, O Verbo, a luz das trevas;

  3. E separou, o Verbo, a luz das trevas; e às trevas chamou Razão; e a luz era Poesia; assim viu, o Verbo, o equilíbrio e o equilíbrio era bom.

  4. E disse o Verbo: “Que corram as águas em suas torrentes; separem-se em mares e mares”. 

  5. E chamou, o Verbo, as águas de inspiração e fundamento. E as águas acima, no céu, eram inspiração; e a águas abaixo do céu eram fundamento; e assim foi.

  6. E o fundamento estava instável e disse, o Verbo: “Apareça uma porção de terra entre as águas do fundamento; e o fundamento será o fundamento das letras e a terra o fundamento da gramática”.

  7. E viu, o Verbo, o nascer da linguagem; debaixo dos céus; e viu que isso era bom.

  8. E disse o Verbo: “Emerja da terra, emerja das águas, emerja do fundamento que é a Linguagem, emerja a vida; e a vida chamará Emoção”. E a Emoção se vinculou aos fundamentos e os fundamentos se vincularam à Emoção, e assim foi.

  9. E os frutos começaram a nascer deste vínculo, o vínculo entre os fundamentos e a Emoção, entre a Emoção e os fundamentos. E viu, o Verbo, que isso era bom.

  10. E fez, o Verbo, um luminar maior para o dia, e outro luminar menor para a noite. Os luminares seriam feitos da mesma matéria; e seriam feitos para vincular a Emoção, a Luz, a Razão e as Treva.

  11. Pois acima dos céus se preserva as trevas todas; e as trevas todas são a Razão, e a Emoção ainda desconhecia a Razão, pois estava, a Emoção, coberta de luz da Poesia; por isso fez, o Verbo, o luminares. 

  12. E um luminar reinaria de dia; e um luminar reinaria de noite; e ambos os luminares eram feito da mesma matéria; e esta matéria era a Escrita. 

  13. E viu, o Verbo, as criações da Emoção e dos fundamentos; e nomeou-as de Subjetividade; e a Subjetividade era tudo o que era bom debaixo dos céus.

  14. E Viu o Verbo que a Emoção olhava para os céus à noite; e viu que a Emoção temia as trevas.

  15. Assim criou, o Verbo, a Filosofia, em sua imagem e semelhança; para caminhar ao lado da Emoção, guiado pela Razão, e assim ensinar à Emoção sobre as trevas. 

  16. E a Filosofia era guiada pela razão e ensinaria à Emoção sobre as trevas; e a Emoção quis ensinar Poesia à Razão, por meio da Filosofia.

  17. E a Razão aprendeu Poesia e a Poesia da razão chamou-se Fósmeo.

  18. E a Razão, a Emoção, a Filosofia, a Poesia, A Linguagem, A Subjetividade e a Escrita estavam em equilíbrio; e o equilíbrio era bom.

  19. E disse o Verbo: “Eis que vos tenho dado toda a inspiração do firmamento; toda a poesia da luz, toda a sabedoria das trevas; e tudo isso será vosso alimento; e continuareis produzindo vida debaixo dos céus; e toda a vida ser-vos-á essência; e a Razão apoiará a Emoção, e a Emoção apoiará a Razão para que haja todo tipo de vida debaixo dos céus. E o corpo que vos sustentará leva o nome de Humano; o corpo que vos sustentará é o corpo Humano.”

  20. E viu, o Verbo, tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom.

ProvérbiosOanna SeltenComentário