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Há nos Outonos a essência de meu haver, longínquos arvoredos virente-orvalho junto ao calor dos dias claros e o álgido noturnal que desce feito dossel, incitando ao introspectivo voltar-se. Eu sou Oanna, proponho-me redigir sobre meu eu, embora prefira a prosa-poética dos Flamingos. Evito dar ao meu Ego o espaço de sua expansão, é desnecessário, desagradável; é por isso que todos os quadros pintados à óleo descansam nas paredes d’este lugar, preenchem, tão afáveis, meu recanto, pois, assim, não se alastra a ignorância egoica. Escrever requer dilacerar-se em sílabas, incite exprimir-se entrelinhas e, solitário como é, o ato já promove o reflexo contínuo do próprio Eu, por isso agrada-me as supras poesias sazonais, os versos amanteigados de puro cacau; o ego, a imagem de mim, já está diariamente comigo - a Escrita é a fuga à vivência além-ego, além-quotidianidade.