Postagens em Sonetos
Oùphrenis Luhscipherhis

Verdejantes sob o reluzir lunar obscurecido | Ao chão ártico, onde caminha a ignorância, | Estão os de gênero humano – em abundância | N’ablepsia insalubre de seus espíritos | Na Luz da Manhã emerge em sigilo | Uma esperança que aos mortais silencia…

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SonetosOanna SeltenComentário
Versos Galaxiais

Tua poesia me sorri como um astro | Que n’atmosfera conta o infindável | Aplaude nossa ínfima vida amável | Revela que pode ser luz do passado, | Pois, dizem, nem todo ponto estrelar, | Rutila como aos nossos olhos reluzem, | São ilusões extraordinárias…

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SonetosOanna SeltenComentário
Vennuvia Pitaya

Que me trazes, ó noite veranil, | Ao sabor qual insistente salivo | Enquanto ardes o corpo esguio | Fazes vir-à-ser a fauna subtil; | D’um cacto, suculenta emerge | Doce a despertar emoções | Com mil excelsas perfeições, | Refulgindo, sua glória converge; | Nas minhas mãos…

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SonetosOanna SeltenComentário
Detalhe ~ En

Aquém das cores do fúlgido indizível | Adormeces cautelosamente em teu leito | Similar aos álveos d’um sacro templo | Cujo curso natural é bálsamo aprazível; | De soslaio vislumbro um ínfimo grilo | Cujo cântico doce contorna tua ledice | Penso que sorris, porém…

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SonetosOanna SeltenComentário
Raros e poucos

Perscrutar um’alma de fascinant’essência | Qu’encontre e’mim e eu n’ela a eternidade | Que veja além da tez em venustidade | E no imo encontre dupla veemência; | Nas palavras viverá toda a graça d’est’elo | Sorriso de lascívia e pranto de gratidão…

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SonetosOanna SeltenComentário
Teu-Meu Segredar

Que por ti feneço às margens do desejo | É, pois, a verdade mais incontestável | E só por ti renasço ciclo infindável | D'excitação vestal que assim latejo; | Memória de teu plenitúrgido penetrante | Com destreza em ritmo que me agrada | É, pois, o alimento à…

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SonetosOanna SeltenComentário
Condenação Memorífica

Já longínquo vislumbro o sonho vir calado | Nas entranhas d'esta mente qual pertenço | Sonância d'outroras cujo ardor extenso | Fazia-se, não onírico, um presente estado; | Inversa interface é-me contínua e absurda | N'esta fração denominada inconsciente…

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SonetosOanna SeltenComentário
Amar

É Amor quando se compreende | Que, em singularidade, somos sós, | Feitos, também, de infindos nós | Abissais e, nem sempre, silentes; | Ama-se quando em sincera calmaria | Preenchemo-nos do conforto íntimo | Ama-se quando adormecer em conflito…

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SonetosOanna SeltenComentário
Soneto D'Ausência

Densa chuva do céu cinéreo | Caindo n’estes mil telhados | É noite, o vento frio enlaço | E’meu pálido corpo estéril; | Sozinha como estou sempre | Às paredes proferindo fel | Bebo sôfrega meu próprio mel | Morto, infértil, dependente; | Não sou lida ou compree…

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SonetosOanna SeltenComentário
Desprovida

É tarde, há um nada no interior do mundo. | Vão largo, extenso, interminável. | Ouço o sorriso do tempo inefável | E sua veste reluz incolor em meu sepulcro; | É tarde, tão tarde que amanhece, há alvor; | No prelúdio da vida a graça é inestimável, | Seu falecer gradativo…

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SonetosOanna SeltenComentário
Reticências

Negro dossel de melancolia | Acima d’u’manto pálido, | Em silêncio esquálido | Repouso minh’agonia; | Vácuo perpétuo qu’intimida, | Aquém a mim tão extático | Emerge em eflúvio apático | Trajando mórbida sinfonia; | Vejo o limiar sepulcral | E na invertida cruz do…

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SonetosOanna SeltenComentário
Santuário

Aproximas-Te e aspiras o eflúvio marcante | Dentre minhas pernas como fumo de delírio | Trança-se ao Teu odor que veemente aspiro | No silêncio de nossos olhares penetrantes; | Sabes que me escorre o almejar perfurante | Teu falo coberto de meu inefável…

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SonetosOanna SeltenComentário
Um Dia

Ei de ainda alcançar o ápice de mim | Na glória do absoluto saber quem sou | Na graça do pleno ir par'onde vou | Como a beleza d'um eterno frenesim; | E apreender meu querer tal como faz-se | E encantar-me no fascínio de meu ser | Nos umbrais das escolhas…

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SonetosOanna SeltenComentário
O Não-Dito

As palavras discorridas no não-dito | Tocam-me como ferro em brasa tórrida | Mal sabem como tornam-me mórbida | Nos segundos efêmeros que me aflito; | Estou reclusa e assim me afasto | És, pois, esta chuva acídica que decai | No longínquo, lá fora…

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SonetosOanna SeltenComentário
Orandi

Trevas excelsas d'est'espírito intrínseco | Ascendam-me à escuridão que me sou | Aquém d'esta terra putrefata qu'estou | No efetivar da toxina d'efeito forínseco; | Esta que no cálice licor fez-se em noir | Vertendo pel'aresta do meu olho direito | No hausto pela garg….

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SonetosOanna SeltenComentário
Ego Sem Eco

Aspiro pel'agonia do isolamento | Deleito-me à angústia do vazio | O ausente é-me atroz e vivo | Como o pranto qual me alimento; | A mais pungente coisa-alguma | Na carne dilacerada pelo saber | É-me o mais valioso a se ter | Diante vossa vaidade-tortura; | O vosso ego…

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SonetosOanna SeltenComentário
Labirinto

Se ensinar-te eu pudesse | A arte do isolamento | E o verossímil silêncio | Que nunca tiveste, | Tirar-me-ias a glória tenra | Do teu envolvimento | Ao ser tão autêntico | De minha essência erma? | És como arte em tinta-óleo
Que, pelos olhos, devoro | Esperando…

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SonetosOanna SeltenComentário
Borboleta Em Prata

Bege cortina de algodão | Ela pousa, graciosamente, | Reconhecemo-nos urgente, | Elo d'essências por afeição; | Se soubesses que a sou assim | Te aproximarias de meu torso? | Para tocá-lo, ameno e amoroso,
Sem dele fazer teu refletir? | Permanecerias…

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SonetosOanna SeltenComentário
Ao Teu lado

Arte em ler-te as mãos | Linhas do amor e da vida | Em cada uma, minha'sinas, | Incontestável servidão; | Reconheço o orvalho matinal | Que traz sentido ao nascer, | Como lágrimas d'alegria de ser | A peça, a Ti, fundamental; | Acordo faminta de tu'alma…

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SonetosOanna SeltenComentário