Borboleta Em Prata

Bege cortina de algodão | Ela pousa, graciosamente, | Reconhecemo-nos urgente, | Elo d'essências por afeição; | Se soubesses que a sou assim | Te aproximarias de meu torso? | Para tocá-lo, ameno e amoroso,
Sem dele fazer teu refletir? | Permanecerias…

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SonetosOanna SeltenComentário
Ao Teu lado

Arte em ler-te as mãos | Linhas do amor e da vida | Em cada uma, minha'sinas, | Incontestável servidão; | Reconheço o orvalho matinal | Que traz sentido ao nascer, | Como lágrimas d'alegria de ser | A peça, a Ti, fundamental; | Acordo faminta de tu'alma…

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SonetosOanna SeltenComentário
Cárcere-poema

Mal sabes que te abriguei n'um poema | Tua sombra noir traçada em silêncio | Manuscrito de tu'alma num verso tenro  | A sílaba fixada como um emblema; | Busquei o indizível no imo de teu ser | Fascínio pela veracidade de teu rosto | O beijo em devaneio…

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SonetosOanna SeltenComentário
Álcool hialino do desejo.

Interpelo-me s'este desvario tomou | De meu corpo ao meu espírito rés | E est'algidez em versos quaisquer | Fez-se a ruína que me condenou; | O tangível real houvera n'outrora | Em que te sorri entrevendo cenários | Solutos pela lonjura como retratos | Olvidados pela…

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SonetosOanna SeltenComentário
Insô(a)nia

A cruz d'autocondenação | Do estagnar me recorda: | Na noite vasta e amorfa | Sorverei d'autoescravidão; | A seiva esvairá da fresta | Entre alertas neurônios | Que insones como demônios | Velarão a condição funesta; | E no despertar possível | D'um nunca adormecer…

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SonetosOanna SeltenComentário
Ódio

Ele pouco importa-se contigo | Expressa desdém ao teu existir | Sua presença faz-te tanto derruir | Que torna-te, apenas, pascigo; | Inconveniente em sua educação | De vestes que aos olhos fascinam | Insuportável em sua intensa atração | Firme em seus desejos…

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SonetosOanna SeltenComentário
Pélago

Solidão d'estas entranhas, | Vísceras feitas de abismo, | Sangue rubro e precipício, | Escuridão que acompanha; | Cérebro em densa melancolia, | Globos oculares fixando vazios, | Da garganta esvaem vocíferos | Íntimos de una misantropia…

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SonetosOanna SeltenComentário
Duplo Soneto De Fractal

Certa de que existiria pelo deleite | Subsistindo apesar do afora cruel | Deixei que, da esperança, um véu | Circundasse-me com fé de afeite; | Antes da consciência proferir-me | Que era, a esperança, uma morte, | Já, tão sutilmente, à fictícia sorte, | Ousei…

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